CHORADEIRA NO NUBANK PELA VOLTA AO PRESENCIAL
- Gustavo Sette
- 12 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Falta o básico: entender o que é uma relação profissional.
O Nubank anunciou que, a partir de julho de 2026, todos deverão ir ao escritório duas vezes por semana. Em janeiro de 2027, serão três. Também abrirão novos escritórios pelo país.
Sete meses para se adaptar. Sete meses para decidir se continua ou parte para outra. Um prazo civilizado, no mínimo.
Mas parece que o RH virou palco de drama adolescente. Houve quem sabotasse processos internos. Há relatos de ataques durante a reunião de anúncio.
Talvez seja o efeito colateral de vender carreira como experiência sensorial. Empresas como o próprio Nubank trataram o trabalho como parque temático emocional fofo e colorido — e agora colhem o retorno: um exército de adultos infantilizados, que confundem autonomia com anarquia.
Empresas tomam decisões e adultos reagem: podem conversar, discutir, questionar, mas decisão tomada tem dois caminhos: aceita ou não. "My way or highway". Até a famigerada CLT, a falsa protetora dos empregados, é clara sobre isso já na primeira página:
"Art. 2º Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço". (DIRIGE!)
Não é uma discussão sobre gostar ou não de home office (também gosto, aliás). É sobre entender que quem paga a conta toma a decisão. Sim, o mercado desperdiçou uma chance de ouro de redesenhar o trabalho. Mas desperdiçou. Quem manda decidiu voltar. CUMPRA-SE.
Se a sua empresa sofre de algum tipo de surto coletivo diante do básico, me chama. Já ajudei várias organizações — as familiares são craques — a lidar com diferentes tipos de distorção. E posso garantir: a culpa nunca é só de quem parece estar perdido. É sistêmico, é cultural, muitas vezes parte de cima...






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