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O pai deixou R$ 30 bilhões. O filho não é obrigado a deixar sua vida junto.
Impressionante como alguns empresários têm o dom de criar um império bilionário, mas não usam parte desse talento para organizar as coisas para a próxima geração. Esse caso é interessante. O fundador não fez testamento porque achava que testamento chama a morte, o que é curioso, porque não fazer testamento também chama. Deixou um patrimônio extremamente complexo, filhos ainda jovens, disputas familiares e um emaranhado jurídico que provavelmente vai consumir anos. Consigo
15 de jul.2 min de leitura


A empresa que só funciona com craques não tem gestão
A matéria do Valor acerta no diagnóstico mais desconfortável: cerca de 80% dos executivos C-level não enxergam suas lideranças como impulsionadoras de alta performance sustentável, e a dificuldade real não está só na qualidade das pessoas, mas na tradução da estratégia em ação. E é justamente aí que o debate fica interessante. Concordo com o incômodo. Discordo do remédio. Se a estratégia de uma empresa exige um time de executivos brilhantes para funcionar, essa estratégia já
2 de jun.2 min de leitura


Tragédia familiar na Mango. Culpa dos negócios?
Dezembro de 2024: pai fundador e filho saem para fazer uma trilha. O pai morre. O caso é tratado como acidente, mas reaberto com a prisão do filho, suspeito de assassinato. O filho foi executivo e CEO do negócio e nada deu certo em seu comando. O pai reassumiu o posto. Não sei o que aconteceu ali e talvez nunca se saiba. (colei abaixo uma notícia recente com especulações) O que sei é que esse caso expõe um padrão recorrente em empresas familiares: a insistência de fundadores
26 de mai.2 min de leitura


O mundo civilizado aboliu o casamento arranjado. Mas manteve o sucessor arranjado nas empresas familiares.
Um sucessor tem obrigação de dedicar a vida a manter um legado que não escolheu? Um filho de empresário deve abrir mão de ser médico, artista, acadêmico ou esportista porque os pais têm uma empresa e alguém precisa dar continuidade? No artigo, defendo que não. Que reverência não é servidão. E que o que muitas famílias chamam de sucessão é, na prática, o mesmo mecanismo do casamento arranjado — só com outro nome. Para quem carrega esse peso, ou para quem impõe esse peso, o tex
17 de mar.3 min de leitura


Em meio a tantos parabéns, o que de fato você entregou em 2025?
O ano foi cheio de palmas, figurinhas e celebrações públicas. Mas agora é janeiro, o mês que separa o storytelling do resultado. Há algo de estranho acontecendo com o aplauso. Ele parece ter se tornado um fim em si mesmo. Basta uma rápida expedição por grupos e pelas redes profissionais para notar: o ambiente se transformou num teatro sem dramaturgia . O roteiro é vago, os personagens mal desenhados, mas os aplausos, esses não faltam. É claro que existem palmas merecidas e
28 de jan.3 min de leitura

