• Gustavo Sette

ESG é questão de sobrevivência para empresas familiares? Ou há exagero no tema?



Vi recentemente um artigo que dizia que a agenda ESG vai definir a sobrevivência das empresas familiares.


Será que vai?


Eu prefiro pensar sob outro ponto de vista: a sobrevivência é a coisa mais ESG que as empresas familiares podem fazer pela sociedade, pelo meio ambiente, pelo país.


Há também a questão do tamanho e dos recursos. Uma coisa é exigir mais do Bradesco, Ambev, Suzano, Google ou Apple, outra coisa é a empresa familiar pequena e média, situada na complexa economia brasileira, em que até o passado é incerto. E elas, as pequenas e médias, são a base da economia e da geração de empregos.


O empresário da PME brasileira tem que enfrentar a pandemia, inflação, juros, Brasília, os desafios do trabalho remoto e, no radar, as incertezas de eleições, reforma tributária, novas ondas da pandemia e muitas outras. Tudo isso depois de 10 anos de recessão.


Nesse breve vídeo, falo sobre como enxergo o ESG no planejamento estratégico nesse cenário atual. As empresas devem buscar sim a excelência em governança, social e ambiental dentro do que fazem, em suas competências nucleares e razões de existir.


As causas de fora da atuação da empresa são infinitas, portanto, devem ser tocadas em uma agenda e orçamento pessoal dos donos, das famílias, dos institutos.


Reitero que não há nada mais sustentável que uma empresa possa fazer nesse momento do país do que sobreviver. Cobrar muito mais do que isso é fácil mas, na maioria dos casos, está fora da realidade... Infelizmente.



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